Intrigante Odisseia (parte IV)

 

Caiu sobre alguma coisa macia, como um tálamo gigante. Ficou parada por alguns segundos, tentando reorganizar a mente e sentindo se não havia quebrado nada. Não havia dor alguma. Ao seu lado, ele já estava de pé e lhe estendia a mão para que pudesse levantar. Olharam em volta assombrados pela magnificência do lugar. Um sem número de lindas esculturas, cada uma com rosto diferente, que pareciam vivos. Ela temeu que se movimentassem a qualquer momento, pois dos seus olhos parecia emanar um brilho, como se seguissem seus movimentos. Vestiam majestosos escudos e traziam nas mãos lanças, espadas, martelos e outras armas de arremesso. Nas cabeças, brilhavam elmos. Pareciam prontos para a luta. Ela sentia o coração bater descompassado pelo medo, mas sentia a presença forte dele ao seu lado e isso a acalmava um pouco. Ouviu barulho e voltou à cabeça para o local... Havia algo se movendo devagar naquele lugar, arrastando alguma coisa consigo. Seu sangue pareceu gelar nas veias e sentia a cabeça fervilhando dolorosamente. Ele ficou esperando, observando a reação dela, um olho ali o outro na estranha criatura que se movimentava.

  

_A luta é tua, ele lhe disse . E o medo tornou-se ainda maior dentro dela. Como assim a luta era dela? Então ele não via que ela era tão menor e mais fraca do que ele? Tão mais vulnerável a essa coisa colossal que se movia na obscuridade, arrastando não se sabe o que? O estomago apertava-se e parecia querer sair de dentro dela. Havia um tremor curioso pelas suas entranhas, como se a qualquer momento fosse fluir algo dali. Ela olhava dele para o movimento estranho e finalmente falou num fio de voz:

 

_Me ajuda...

 

Ele sorriu e lhe entregou um escudo e um elmo que foram se ajustando perfeitamente ao corpo dela. Depois lhe entregou uma pequena lança. No momento seguinte ela sentiu uma força que parecia não ser sua e correu para o lugar de onde divisara o movimento. Deparou-se com uma serpente enorme, de olhos brilhantes. Ao seu redor centenas de corpos que lhe pareceram como as esculturas que estavam do outro lado.

 

_Ah, não... Cobras não, por favor! Tenho pavor delas.

 

A besta colossal arremessou-se para frente neste momento tentando dar-lhe o bote, mas sem saber como, ela desviou seu corpo e desferiu um golpe com a pequena lança em sua mão. O animal, com um ferimento de onde escorria um líquido esverdeado deslizou loucamente e escondeu-se numa parte mais profunda do lugar. Nesse momento as esculturas começaram a mover-se devagar e iam se levantando uma a uma. (Emanuela 05.02.2014)

 

publicado por emanuela às 18:26 | link do post
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Intrigante Odisseia ( parte III)

 

A carruagem abaixou bem próxima do rio, sob uma árvore gigantesca, cujas raízes entrelaçavam-se também acima da terra.

Logo que as rodas tocaram a terra eles saltaram para o chão. E já não se via carruagem ou animal algum. Ela olhou em todas as direções, à procura de vestígios da condução que os trouxera até ali e o ser ao seu lado olhou-a interrogativamente.

_Tu estás estranha!

Ela declinou do olhar e explorou o local onde se encontravam andando calmamente, embora em sua mente as perguntas fervilhassem. Temia questioná-lo novamente, pois parece que ao outro, tudo era a continuação de um dia normal. O que estaria acontecendo? Porque se encontrava num lugar tão estranho e como viera parar ali?(03.02.2014)

Foi andando devagar, olhando tudo à sua volta. Era lindo! Andando um pouco mais viu um enorme jardim de verbenas. Seria por isto o nome do lugar que ele lhe dissera? Verbena? Havia flores em profusão de muitas cores e tamanhos. Um perfume revigorante difundia-se pelo ar. Ela esqueceu-se de todas as perguntas e simplesmente foi desfrutando da beleza e perfume do lugar. Andava calmamente, observando tudo atentamente e um sorriso foi se desenhando em seu rosto. Ele a acompanhava de perto, parecendo cuidar dela. O seu rosto era sereno, mas dele fluía uma força que ela não conseguia explicar. Era bom estar ali, mesmo que ninguém lhe explicasse nada.  E caminhando voltada para as flores e belezas do lugar, pisou numa estranha pedra de formato triangular... Neste momento sentiu um forte empuxo, sendo arremessada para baixo. Sentiu-se caindo vertiginosamente, sem que pudesse fazer nada para impedir. (04.02.2014 - Emanuela)

publicado por emanuela às 16:36 | link do post
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música: Waht a Wonderful World - Louis Armstrong

 

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_Quem é você?

Ela falou numa voz suave, tão suave que poderia passar despercebida. As palavras lhe saíram da boca numa língua que ela nunca ouvira até aquele dia. No entanto, tinha a certeza de que sempre a conhecera. E quando o outro ser lhe respondeu na mesma linguagem ela o olhou fascinada, por perceber que ambos conseguiam comunicar-se perfeitamente.

_O que foi? Parece desconhecer-me! Não se lembra de mim?

Ele lhe perguntou e ela apenas sorriu. Sim, é claro que o conhecia. Há tanto tempo que o conhecia... Mas onde estavam? Que lugar era aquele? Ela verbalizou e ele logo satisfez a sua curiosidade:

_Verbena. Próximo ao Rio Xian.

Ao dizer isso ele deu um assovio. E apareceu, vinda não se sabe de onde, uma pequena carruagem de um material muito claro, que a ela lembrou a prata. Tinha rodas que giravam para qualquer direção e era puxada por um belo, mas estranhíssimo animal. Possuía partes de vários animais que ela conhecia: o corpo parecia de um cavalo, mas as pernas eram mais longas, como as pernas de uma girafa. Tinha longas asas que pareciam de uma águia enorme e as orelhas eram como as de um cão. Não tinha chifres e era dono de uma boca grande como a de um leão. Ainda assim, emitiu um som rouco que ela teve a impressão de que fosse uma palavra. Pareceu-lhe que o animal lhes falou na mesma linguagem estranha com que os dois se comunicavam.

_Subam...

Eles subiram na pequena condução e num fechar de olhos foram transportados às margens de um grande rio. O Rio Xian, cujas águas eram claras, ainda que profundas. E de cujas águas dimanava um brilho amarelado num ou noutro ponto. Havia pedras nas suas margens e dentro dele. Olhar para esse rio era como olhar para a cena de um belo quadro pintado com cuidado. Parecia um lugar de sonhos. Havia, ás suas margens, além das pedras que pareciam ter sido colocadas ali com todo o cuidado, árvores verdejantes e gramado de verde vivo e saudável! Como ela não vira tudo aquilo do lugar onde acordara? Não estavam então assim próximos que ele lhe dissera? (Emanuela 03.02.2014)

 

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publicado por emanuela às 18:37 | link do post
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