publicado por emanuela @ 23:40

Ter, 09/02/10

 

 

 

 

Conforme informa a Wikipédia, Antonio Marcos Pensamento da Silva foi um ator, compositor, violinista( me parece que erraram aqui: era violonista e não violinista), humorista e cantor brasileiro. Para mim, foi acima de tudo um cantor especial. Pela maneira suave de cantar, por uma certa tristeza que sempre transmitiu no olhar. Lembro-me de sua voz desde a minha infância.
Entre tantas músicas dele que gosto destaco Gaivotas.Nunca me canso de a ouvir! No vôo das gaivotas e na voz calma de Antonio Marcos, viajo... E pareço reencontrar um pouco a pureza da minha infância!

sinto-me:
música: Gaivotas - Antonio Marcos

publicado por emanuela @ 00:44

Ter, 02/02/10

Ficou olhando para a cena. Uma daquelas tantas que faziam seu interior revirar-se! Quando via coisas assim, ficava enojada dos seres humanos. Como era possível alguém se dizer “humano” sendo capaz de cometer tamanha atrocidade? Como era possível alguém que se dizia humano, matar outro ser humano ou mesmo um animal por simples diversão? Exercícios! De fato,não fora talhada para este mundo, esta realidade. Mas também não era nenhuma Madre Teresa, capaz de mudar com simplicidade a realidade à sua volta. Revoltava-se, mas não tinha o idealismo de uma mártir! Ou uma Joana D’Arc,Santa Rita, Zilda Arns ou qualquer dessas mulheres que haviam feito história na luta pelo outro. Sua vida era mais simples, mais pacata e até porque não dizer? Mais egocêntrica! Ainda assim, olhar ao redor e ver o que um ser humano fez com o outro, ao longo da história ou na atualidade sempre provocava dores!

 

 

 


sinto-me:
música: Leonard Cohen - Joan of Arc

publicado por emanuela @ 22:42

Seg, 01/02/10

 

 

 

 Há tempos que o centro do seu mundo era o mesmo... E não é que não quizesse mudar. Queria. Mas parecia-lhe impossível. Os dias sucedendo-se sem graça. O corpo, a mente... Nada correspondendo ao que queria de fato. A percepção da realidade em volta. A perda das pessoas que já haviam sido tão importantes. Fantasmas perdendo-se nas brumas da vida, ficando para trás. Havia sido tão fácil ser idealista um dia, há muitos anos atrás... Tudo parecia perdido agora. E era difícil continuar, manter valores que pareciam tão desacreditados. Era difícil acreditar em si, lutar ainda por sonhos que não conseguira realizar e que pareciam desmoronar a cada dia como castelos de vento. Sonhar? Sonhar como, se a realidade era tão real, que não deixava qualquer alternativa a não ser pisar o chão e caminhar? E os deboches? As palavras duras de uns como se de fato não conhecesse o quanto a vida podia ser madrasta e madrinha? Como se o que precisasse fosse de chamadas de atenção à realidade e não de um copo de sonho? Uns poucos momentos de tinta colorida para quebrar a monotonia das cores cinzentas? Não queria mais palavras reais. Não queria mais ser apresentada a realidades... Não precisava disto. Sabia muito bem olhar em volta com seus próprios olhos, conhecer as dores dos outros, tentar ajudá-los a cada dia superar suas dificuldades.Chorar com eles incansavelmente. Estender mãos, pés, corpo se necessário fosse para que pudessem levantar, caminhar, produzir, ser feliz! Mas...Haveria alguém que fizesse o mesmo por si? Somente? Sem cobranças. Sem meias palavras. Queria falar? Que dissesse palavras inteiras como ela sempre fizera. Odiava os recadinhos mal acabados. As agulhadinhas, as indiretas. Queria dizer algo? Palavras inteiras! Frase diretas! Isto, ou simplesmente um copo de fantasias...

 


música: Pink Floyd - Wish You Were Here

publicado por emanuela @ 18:16

Qui, 28/01/10

 

 

 

Ainda que zombem,debochem,duvidem

Creio firmemente, não foi ilusão

Aquela presença em passado contíguo

Que me agrilhoou mente e coração.

 

Senti sua presença criando contatos

Tocou-me, cheirou-me e me observou

Deixando que a mente confusa buscasse

A luz que por certo não me alumiou!

 

E quando eu entregue já me confiava

Partiu desligando toda conexão

Deixando que lágrimas em dias sem fim

Brotassem de mim em total profusão.

 

Por quê? Pergunto-me e não acho resposta

Bobagens, tentames ou simples aposta?

Será que alguém que tem carne e ossos

Merece viver sob o escárnio vosso?( Emanuela -15.04.2009)

 Música: http://www.youtube.com/watch?v=-iEId2vmb0M

Imagem: http://2.bp.blogspot.com/_badCXs58XNA/R1ArnHL3u1I/AAAAAAAAABQ/YYpwq5bZpF0/s1600-R/Neur%C3%B3nio.jpg

 


sinto-me:
música: Lost Cause - Beck

publicado por emanuela @ 19:22

Seg, 18/01/10

 

Volto! De outros lugares, de outros sabores aos mesmos apegos.
Volto para as doçuras e as agruras.
A solidão calma, suave. A introspecção necessária em mim
Adentro-me, abraço-me interiormente.
Reencontro-me. Deixo-me sentir a suavidade de estar só comigo mesma.
Vou encontrando outros seres dentro de mim que também sou eu, outras luzes, outros olhos, outras vozes. Deixo-me ficar aconchegada a um canto, enquanto observo a desarrumação, os cacos... Mas também as cores, as flores. Ouço os sons de águas rumorejantes que deslizam mansas, percebo a música interior ora em ritmos vibrantes, ora suaves. Gosto de estar em mim, juntar meus pedaços, reorganizar a casa. Gosto de ver as novas aquisições, observar a beleza de cada peça, de cada ínfima parcela que se soma. Gosto de ver os restos que vão sendo varridos por um vento ligeiro. Os fragmentos maiores vou juntando daqui e dali, amontoando a um canto e deixando a casa mais limpa. E aos poucos a auto-estima vai reaparecendo, o sorriso começa a se estampar de novo, suavizando um pouco as linhas fortes da expressão antes sombria. Há pedaços que continuam em falta, mas enquanto não realizo os sonhos vou vivendo do que já tenho, vou aproveitando das paisagens que a viagem proporciona até chegar à estação sonho realizado! (Emanuela 10.11.2008)
 
 

sinto-me:
música: Encontros e Despedidas

publicado por emanuela @ 20:56

Sex, 15/01/10

 

Vento que sopras ligeiro
Causando temporais
Será Bóreas em seus festivais?
As folhas dançam e se balançam
Formando mil vórtices no chão
O som travesso que faz,
Traz festa ao meu coração
 (escrito por Emanuela -10.08.2009)

 


sinto-me:
música: O Vento- Os Monarcas

publicado por emanuela @ 19:59

Seg, 11/01/10

 

 

 

Em nenhum momento deixou o costume

Daquela visitação que fazia

Embora,encontrando a casa vazia

Tornasse sempre ao negro queixume!

     

Sonhar,também já o tempo passara

Nenhum qualquer sonho se realizara

E passa,o tempo que passa

Para trás esperança,vira pó...ou fumaça!

 

Vazio! Lágrimas também já não há

O que era brilho escureceu

O tempo se foi,a girar

E da fantasia enfim,se esqueceu!

(Emanuela - 25.11.2009)

 

 


sinto-me:
música: A Miragem- Marcus Viana

publicado por emanuela @ 21:05

Sab, 09/01/10

                  

Talvez eu seja uma dessas pessoas “média”, como muita gente gosta de se referir aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades de conhecimento, ou aqueles que não nasceram gênios, aqueles que se conformam com algumas das verdades ensinadas por não perceber, muitas vezes , o motivo para inverter tudo e arrumar ainda mais problemas ao invés de soluções num mundo já tão confuso. Talvez eu seja até mesmo uma “mulher da idade média” em alguns momentos da minha vida, sei lá. O que sei é que, em muitas coisas , penso como mulheres muito, muito antigas.

Hipácia de Alexandria, que viveu entre . 370 d.C - 415 d.C. dizia: "Todas as religiões dogmáticas formais são falaciosas e nunca devem ser aceitas como palavra final por pessoas que respeitem a si mesmas." Mesmo professando com acuidade uma fé que me foi ensinada desde antes do ventre materno, nunca deixei de ter meus questionamentos, de buscar respostas a eles. E o pouco que minha mente foi se expandindo através das respostas que encontrei, sempre procurei viver de maneira autêntica. É claro que não saio por aí oferecendo minha carne aos lobos, porque também aprendi nas escrituras: “Sede mansos como as pombas e astutos como as serpentes...”.  Procuro viver mansa, harmoniosamente, em comunhão com a vida que considero verdadeira, mas tendo cuidado de não pisar em alguns tantos lugares. Não é o que vejo hoje na maioria das mulheres que se dizem tão no seu tempo. Me parece que pisam em qualquer terreno, e quanto mais se dizem “feministas”, na realidade mais servem ao machismo que impera e continua a cada dia a tomar mais e mais terreno no mundo, com a omissão e a conivência de nós mulheres. Porque há muitas coisas em que, ao invés de nos valorizarmos, damos mais e mais poder de dominação ao homem. Este não é um discurso feminista. É um discurso de igualdade e valorização real de nós mulheres. E valorização dos homens. Porque uns sem os outros são pouco. Mas hoje, mais do que nunca, simplesmente parecemos usar uns aos outros. Parece que perdemos o significado da palavra “amar”. Tudo parece banalizado. Talvez porque, onde há torneiras de leite jorrando continuamente, já ninguém precisará adquirir vaca alguma. E isto vale para os dois lados. (Emanuela - 08.06.2008 -00:01hs - Obs:Faz tanto tempo que escrevi isto... Mas lembro tão bem aqueles dias, como se fossem hoje! Um ótimo tema para pesquisar: Hipácia de Alexandria ).

 

Imagem: http://recantodaspalavras.files.wordpress.com/2009/05/hypatia-charles-william-mitchell-thumb.jpg

 



publicado por emanuela @ 23:16

Qui, 07/01/10

 

Se eu pudesse todo dia, dizer-te do meu amor
Desabrochar aos pouquinhos, como no jardim a flor
Regado com águas doces de ternuras e carinhos
Abrindo-se para o mundo, com cuidado, devagarinho...
 
Nascia assim ,flor majestosa e almejada!
Na existência ,a flor sempre mais aguardada
Que pode alguém possuir, venturoso.
Perpassada de promessa e gozo
E nos chega a qualquer idade
A perene flor, da eterna felicidade !(Emanuela 07.04.2009)
 (PS: E ainda que não gostes de fados,deixo-te este.Maravilhoso!   

 


sinto-me:
música: Chuva-Mariza

publicado por emanuela @ 00:19

Qua, 06/01/10

 

Hoje como sempre,
Inauguro um novo tempo!
Estabeleço um tempo de sorrisos,
Mas também de pés no chão!
Estabeleço um novo tempo comigo mesma
E partindo de mim, um novo tempo com os outros!
A partir de hoje, hei de olhar ainda mais os meus defeitos
Cultivar mais os amigos que me são fiéis
Deixar mais de lado aqueles que me esquecem continuamente...
 
Mas respiro-te!
Sorvo-te pelos meus poros
Pelas narinas dilatadas
Pela voz em sussurros
Pelas lágrimas que me deixam...
 
Inauguro um novo tempo!
Mas em todos os tempos, lá estás! (Emanuela)
 
 

sinto-me:
música: A voz de tela- Osvaldo Montenegro

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