Terça-feira, 10 de Abril de 2012
Parece mesmo que o mundo e outros mundos andam vazios... Ou cheios demais, talvez?
O fato é que as pessoas andam mais caladas, mais introspectivas. Dá a sensação de que até as palavras estão vazias. Poucos ainda sabem falar dizendo a verdade, olhando nos olhos. Poucos ainda têm a coragem de ser francos, de elogiar pela frente ou pelas costas e de só criticar na presença da pessoa em questão...
Parece que as relações tornaram-se somente de fachada, ainda que sejam relações duradouras. E neste vazio de olhar verdadeiro, de toque verdadeiro, ainda que não se toque, vamos nós todos nos esvaziando, o mundo empobrecendo de coisas que valham a pena!
Será que mais uma vez cometeremos erros tão antigos como na construção da Torre de Babel, da destruição da Babilônia ou de Roma? De novo vamos viver do que não acrescenta ao ser humano, mas o diminui ao nível de uma besta utilizada para o serviço, para a satisfação, para a comodidade? Escravos, ainda que pareçam livres?
Olho para todos os lados e só o que tenho observado são vazios. ”Se não vos tornardes como as crianças, não entrareis no reino dos céus.” Mesmo que o céu seja puramente o nosso interior!