Gosto afinal de reencontrar-me, de reencantar-me do silêncio, de poder deixar fluir meus pensamentos. Gosto da canção ainda que não cantada, mas apenas ouvida no fundo de mim mesma, como uma voz constante, como um fundo musical para meus pensamentos. Tardes de novas palavras, de novos antigos silêncios tão cheios de vozes, de sons esperados e expectantes... Tardes de vazios tão plenos de preenchimentos, de sussurros das almas que falam sem voz. E grito eu, em mim, enfim liberta duma espera angustiante, grito ao mundo um malcriado:
_Que se foda, pois que a vida é agora, ainda que depois também se viva. E tudo o que eu quero por hora é ser e fazer feliz. Ainda que não seja o dia... eu quero fazer o meu agora! (Emanuela)